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Cobrar metas não é assédio, humilhar funcionários é

Dra Graziele Cabral
Dra Graziele Cabral
Direito do Trabalho
18 Mai 2026
Toda empresa precisa de metas, resultados e produtividade para crescer. Cobrar desempenho faz parte da rotina corporativa e, por si só, não configura irregularidade.
Cobrar metas não é assédio, humilhar funcionários é

Toda empresa precisa de metas, resultados e produtividade para crescer. Cobrar desempenho faz parte da rotina corporativa e, por si só, não configura irregularidade. O problema começa quando a pressão deixa de ser profissional e passa a atingir a dignidade do trabalhador.

Exposição pública, gritos, ameaças, constrangimentos em reuniões, rankings humilhantes e cobranças abusivas são práticas que ultrapassam qualquer limite saudável de gestão. Muitas empresas ainda confundem liderança com intimidação, criando ambientes de trabalho marcados pelo medo, ansiedade e desgaste emocional constante.

Esse tipo de comportamento pode gerar sérios impactos na saúde mental dos colaboradores, como crises de ansiedade, síndrome de burnout, depressão e afastamentos pelo INSS. Além disso, dependendo da situação, a empresa pode responder judicialmente por assédio moral e ser condenada ao pagamento de indenizações.

A nova realidade do mercado exige líderes preparados para gerar resultado sem destruir pessoas no processo. Cobrar metas é parte da gestão. Humilhar funcionários nunca será estratégia de alta performance, e sim um grande risco trabalhista e humano.

Autoria de Graziele Cabral por WMB Marketing Digital

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