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Home office ou presencial: Quem vence essa batalha corporativa?
A discussão sobre trabalho remoto e presencial se tornou uma das maiores disputas corporativas da atualidade. De um lado, empresas defendem o retorno ao escritório para fortalecer a cultura, estimular a troca de ideias e recuperar o famoso olho no olho. Do outro, colaboradores destacam os ganhos em qualidade de vida, foco e redução da ansiedade proporcionados pelo home office. No centro desse embate está uma questão maior do que preferência: produtividade, saúde mental e sustentabilidade das relações de trabalho.
Do ponto de vista jurídico, a resposta não é emocional, é contratual. Se o contrato estabelece regime presencial, a empresa pode exigir o retorno. No entanto, a discussão não termina aí. Com a atualização da NR-01, o debate passou a incluir a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Ou seja, se o retorno presencial gera impactos à saúde mental, a organização precisa avaliar, documentar e gerenciar esses riscos dentro do PGR, Plano de Gerenciamento de Riscos.
A verdade é que não se trata de vencer uma batalha entre cultura e flexibilidade. Trata-se de gestão estratégica. A NR-01 reforça que o ambiente de trabalho precisa ser analisado também sob a ótica emocional, exigindo que empresas utilizem dados, promovam escuta ativa e adotem medidas preventivas. Ignorar esses fatores pode significar aumento de afastamentos, queda de produtividade e até passivos trabalhistas.
Entre o quero todo mundo no escritório e o não volto nunca mais, existe o caminho do equilíbrio. Políticas híbridas, avaliação de perfil de cargo, adaptação conforme riscos identificados no PGR e diálogo transparente com as equipes são alternativas viáveis e sustentáveis. O gestor moderno precisa entender que a decisão não é ideológica, é estratégica, jurídica e humana. Afinal, produtividade e saúde mental não deveriam ser adversárias, mas aliadas.
Autoria de Graziele Cabral por WMB Marketing Digital
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