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Quando o ambiente de trabalho pode ser responsabilizado por ansiedade e depressão
Muitas pessoas acreditam que é impossível comprovar que ansiedade, depressão ou esgotamento emocional possuem relação direta com o ambiente de trabalho. Mas na prática, a Justiça do Trabalho analisa exatamente esse conjunto de fatores para entender se existiu responsabilidade da empresa no adoecimento do trabalhador.
O primeiro passo costuma ser o diagnóstico médico. Laudos, atestados, relatórios psicológicos e psiquiátricos ajudam a comprovar a existência da doença. Mas isso sozinho normalmente não basta. É necessário demonstrar também como era a realidade dentro da empresa e quais situações contribuíram para o desgaste emocional do trabalhador.
Nesse contexto, provas como mensagens fora do horário, cobranças excessivas, e-mails agressivos, exposição humilhante, metas abusivas e testemunhas de assédio moral passam a ter um peso importante no processo. Tudo isso ajuda a construir o chamado nexo entre o ambiente de trabalho e o adoecimento mental apresentado pelo empregado.
Além disso, a legislação e as novas exigências relacionadas à saúde mental no trabalho aumentaram a responsabilidade das empresas. Quando a empresa não possui gestão adequada de riscos psicossociais, não oferece canais de denúncia ou ignora medidas preventivas, isso pode fortalecer a responsabilização judicial. Cada vez mais, saúde mental deixou de ser apenas um tema interno das empresas e passou a ser também uma questão jurídica.
Autoria de Graziele Cabral por WMB Marketing Digital
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