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Ex-funcionário de supermercado condenado por discriminação diz que comentários homofóbicos e vexatórios marcaram rotina em MG
O ex-subgerente Fernando Paixão, que processou um supermercado de Divinópolis por discriminação e violação de liberdade religiosa, relatou que foi alvo de comentários vexatórios e homofóbicos feitos por colegas e superiores durante o período em que trabalhou na empresa.
As falas, segundo ele, ocorreram em diferentes momentos da rotina profissional e contribuíram para o ambiente hostil que motivou a ação judicial que condenou a empresa a pagar uma indenização de R$ 15 mil ao ex-funcionário. Ainda cabe recurso da decisão às instâncias superiores.
Em nota sobre o processo, a Casa Rena S.A. manifestou repúdio a qualquer forma de discriminação, intolerância ou preconceito. Veja mais abaixo na íntegra. A reportagem entrou em contato novamente com o supermercado sobre as novas acusações, mas não obteve resposta.
Segundo Fernando, a frase foi ofensiva e recebida como deboche em relação à orientação sexual dele e ao exercício da paternidade. “Saí muito chateado naquele dia. Eles trataram como se fosse frescura minha, mas não sabiam o que eu estava vivendo dentro de casa”, afirmou.
Desafios da adoção e falta de acolhimento
O ex-funcionário relatou que a licença-paternidade não representou um período de descanso, mas um momento intenso de adaptação familiar. O filho chegou por meio de adoção tardia, aos 7 anos.
“Nos primeiros meses, eu buscava ele na escola poucos minutos depois de deixar, porque não conseguia permanecer em sala. Foi um processo muito difícil, que levou cerca de três anos até ele se adaptar”, contou.
Fonte: G1
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